quinta-feira, 30 de abril de 2009

DOUTRINA DA SALVAÇÃO


Por  Uilson Camilo

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para       salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”(Rm 1.16).“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Ef 2.8-9)

A salvação começa com Deus, e isto antes da fundação do mundo (Ef 1.3-4; 2Ts 2.13). A salvação não resulta de méritos humanos, e sim, da graça de Deus e da resposta humana da fé. Salvação é palavra de profundo significado. Muitos têm uma concepção bastante pobre sobre a salvação consumada por Cristo, o que às vezes reflete numa vida descuidada e negligente, ela também abrange alguns processos redentores, a saber: redenção, graça, propiciação, justificação, perdão e santificação. Salvação (gr. soteria) significa “livramento”, “chegar à meta final com segurança”, “proteger de dano”.

Não significa apenas o livramento da condenação do inferno, ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de Deus para com o homem e o mundo através de Jesus.

Cristo é o único caminho ao Pai, a salvação nos é concedida mediante a graça de Deus, manifesta em Cristo Jesus e está baseada na morte, ressurreição e exaltação do Filho de Deus (Fp 2.5-11).

Deus apresenta na Bíblia vários aspectos da salvação, cada um com sua ênfase exclusiva, neste breve comentário destacaremos apenas três destes aspectos que são: Justificação, Regeneração e Santificação.

1 – Justificação.

Justificação pela Fé – foi o grito de liberdade quando, no escuro século 16. iniciou-se a abençoada Reforma, na qual Deus usou Martinho Lutero!

Definição da Palavra: Significa absolvição da culpa cuja pena foi satisfeita, justificação é um termo forense que denota um ato judicial da administração da lei. Esse ato legaliza a situação do transgressor perante a lei e o torna justo, isto é, livre de toda condenação.

Do ponto de vista bíblico, denota estar num relacionamento certo com Deus, Ele declara justo o pecador que pela fé aceita Jesus como seu salvador. Está pessoa passa a ser vista por Deus como se jamais tivesse pecado, isto é mais do que receber uma simples declaração judicial ou legal. Deus perdoa o pecador arrependido, a quem Ele tinha declarado culpado segundo a sua lei e condenado à morte eterna, restaura-o ao favor divino e o coloca em comunhão com Ele mesmo e com a sua vontade.

Não podemos esquecer, de uma grande verdade dentro da justificação, que é a substituição. Sem ela não seria possível a justificação. Jesus tornou-se o substituto do pecador para cumprir a exigência da Lei: pena do pecado. Ele passou pela pena e cumprindo-a completamente. Sendo o sacrifício supremo pelos pecadores, como Cordeiro Divino (Is 53.5; 2Co 5.32).

A justificação nos concede alguns benefícios, algumas bênçãos divinas, quero aqui listar:  

Remissão dos pecados (At 13.38-39; Rm 8.33)

Restauração da Graça de Deus (Rm 3.24; Rm 5.9)

Imputação da Justiça de Cristo (Rm 3.24-28; 1Co 1.30; Fp 2.14)

Paz com Deus (Rm 5.1)

O gozo das Tribulações (Rm 5.3-5)

2 – Regeneração.                                                                                     

Em João 3.1-8, Jesus trata de uma das doutrinas fundamentais da fé cristã: a regeneração, ou nascimento espiritual conforme Tt 3.5. Significa ser gerado novamente, receber vida nova, restaurar, reviver. Sem o novo nascimento ninguém poderá ver o reino de Deus.

A regeneração é a nova criação e transformação da pessoa, é a ação poderosa decisiva e instantânea do Espírito de Santo, mediante a qual Ele recria a natureza interior do pecador arrependido. Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio Deus é outorgada ao crente e este se torna um filho de Deus uma nova criatura (1Jo 5.11;Rm 8.16-17;Jo 1.12).

O novo nascimento não é batismo em águas, pois o batismo é um símbolo da regeneração, mas não a produz. Quando Jesus falou de nascer de novo da água e do Espírito (Jo 3.5), Ele não se referiu ao batismo em água, mas usou a água como figura da operação de Deus pela sua palavra (Ef 5.26).

Mediante a palavra de Deus os que aceitam a Jesus pela fé, são feitos novas criaturas. O crente é uma criatura renovada segundo a imagem de Deus. A renovação do Espírito Santo refere-se à outorga constante da vida divina aos crentes à medida que se submetem a Deus (Rm 12.2).

3 – Santificação.

Santificação no grego “HAGIASMOS” significa torna-se “Santo” “Consagrar a Vida A Deus” Se separar do mundo apartando-se do pecado para agradar a Deus, ter comunhão com Ele e servi-lo com alegria.

É através do processo de santificação que o homem regenerado passa ater um relacionamento íntimo com Deus em sua vida diária. A santificação significa uma Separação do Mal (Lv 20.26), uma Separação para Deus (Jo 17.19; Ex 19.5-6).

 É Deus quem santifica, (I Ts. 5.23). No conceito de muitos , a salvação vem de Deus, mas a santificação é um produto da força da vontade própria e do poder pessoal do crente.Quando muitos, por terem esse conceito, não é possível alguém ser santificado neste mundo! “Porém, a Bíblia ensina que Deus é quem nos santifica”.

Conclusão

A salvação é algo que saiu do coração de Deus, e não alcançada por méritos humanos e sim pela graça de Deus. Pois a dívida da humanidade mergulhada no pecado foi paga por Cristo, riscando a cédula que era contra nós lá na cruz (Cl 2.14).

Sola gratia, Sola fide, Sola Scriptura e Sola Deo gloriare

 

Debaixo da Graça.

Uilson Camilo.

 

Fontes Consultadas:

BEP – CPAD

COMENTÁRIO BÍBLICO ROMANOS - CPAD

Leia a Bíblia


Leia livros, pesquise se aprofunde nos estudos sobre Deus, mas também nuca deixe de ler o livro dos livros, não o use como uma mera fonte de pesquisas. Mas leia com devoção e sempre acompanhado de profunda oração.

Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei hque meu servo Moisés te 
ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que 
andares.
 Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; iantes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto 
nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás. (Js 1.7-8).

Uilson Camilo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Gripe suína leva igrejas a suspenderem cultos no México


A maioria das igrejas evangélicas da Cidade do México e arredores suspendeu atividades e cultos do domingo por causa do grau de contágio da gripe suína.

Templos que a cada domingo recebem milhares de cristãos fecharão as portas diante do temor de infecções coletivas.

O superintendente do Distrito Centro da Igreja Metodista, pastor Jorge Alberto Ochoa, enviou mail a seus membros e colaboradores, alertando que este é um momento de oração e de obediência às medidas que autoridades sanitárias informam nos meios de comunicação de massa.

Outras denominações e igrejas independentes deixaram a critério dos pastores locais a celebração de cultos em seus templos.

Na capital do país, o governo local recomendou a todas as igrejas que não programem cultos públicos. A maioria dos líderes e pastores conclamou suas congregações para que não viessem à igreja no domingo.

As páginas web oficiais das diferentes denominações e igrejas independentes publicaram o aviso de suspensão de atividades, e em outros casos enviaram correios em massa aos fiéis, mas não foi suficiente, ocorrendo confusão e falta de dados nas igrejas.

Um grande número de templos evangélicos permanece abertos, e ainda que não abriguem celebrações habituais, eles recebem grupos menores de cristãos quem oram para evitar um possível contágio.

É a primeira vez, na história contemporânea que os templos evangélicos não realizam cultos dominicais, de comum acordo.


Fonte: Guia-me

sexta-feira, 24 de abril de 2009

AVIVAVENTO GENUÍNO, SUAS BASES



Por Uilson Camilo

Levando em consideração que este tema "Avivamento" vem sendo pregado com muita freqüência pelos avivalistas de nossa época, sempre com um pouco de exagero por parte de alguns desenformados, resolvi escrever um breve ensaio sobre o tema que apesar de muito pregado (nem sempre usando a palavra avivamento como tema) é pouco ensinado, por isso ouvimos algumas mensagens que são verdadeiros convites a desvios doutrinários e a cometer certas extravagâncias, sempre com o propósito de receber ou desfrutar da chamada unção de avivamento como é pregado por alguns.

Oração do profeta Habacuque sob forma de canto. Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc 3.1-2).

Primeiro vamos recapitular o significado da palavra "Avivar": é o ato de
tornar vivo, ardente, animar segundo o Dicionário Aurélio. Logo quando falamos em avivamento é para reanimar algo ou alguém.

Em nossos dias este avivamento é muito mais anunciado do que buscado é triste dizer isto, mas é a realidade. O avivamento genuíno é uma promessa de Deus ao seu povo como podemos observar em Joel 2.28-32; e Atos 2.16-21; e quando olhamos a nossa volta contemplamos poucos desfrutando desta divina promessa. Olhando para a situação hodierna vemos muito barulho e imitação de avivamento, mas poucas evidências ou sinais do verdadeiro avivamento. Vemos pó ai muitos congressos e conferências de avivamento levando provocando nos participantes sentimentos e reações emotivas sem o toque e a ação do Espírito acabam por passar conforme o tempo. A palavra de Deus nos da vários exemplos de avivamentos que foram além das reações emotivas, mas provocaram no povo um profundo desejo de aproximar-se mais de Deus.

À luz da Bíblia podemos colocar aqui as bases ou pilares do Genuíno Avivamento ou 


Avivamento Bíblico.

Em Habacuque 3, diz o texto "Oração do profeta Habacuque...". A primeira coisa que o profeta fez, ao sentir a necessidade de um verdadeiro avivamento foi orar. Esta deve ser a atitude de todo aquele que deseja ter uma vida avivada. Não adianta participar de conferências de avivamento onde estarão presentes os maiores avivalistas da atualidade, nada vamos receber se não estivermos em constante oração. Ao contrário do que muitos pensam não é o grito do pregador ou um jargão bem colocado que vai liberar (como alguns ensinam) o poder de Deus para vivificar vidas carentes de um avivamento tem que ter oração. Infelizmente uma das coisas que vem perdendo seu valor é a pratica da oração; valoriza-se muito a aparência a capacidade intelectual e esquecem de observar se a pessoa tem uma vida de oração e consagração a Deus. Por isso que estamos vendo crentes e até Igrejas inteiras a beira do fracasso, pois contetam-se com puro emocionalismo e movimentações estranhas na igreja achando que é avivamento. Sem oração não há avivamento. Nunca se teve avivamento sem o pilar da oração. Observamos o que disse Pr. José Antonio dos Santos: Por melhor que sejamos como pregadores ou como membros de uma Igreja, sem oração seremos, na verdade, pregadores e membros apagados, sem vida e fracos.

Busquemos ao Senhor em oração para que seu poder venha nos encher e a chama do Espírito continue ardendo em nossos corações.

Agora que entendemos que o primeiro pilar do Avivamento é oração podemos partir para segundo pilar ou base do verdadeiro avivamento.

Lembremos que no dia de Pentecostes ouve um grande avivamento, antes daquela conversão em massa, primeiro foi feita a exposição da Palavra de Deus por Pedro bom o efeito desta exposição foi milhares de corações quebrantados voltando-se para Cristo. Observamos ai a importância da Palavra de Deus para um genuíno avivamento. A pregação e o ensino da Palavra são de fundamental importância se quisermos desfrutar de um genuíno avivamento (At 2.37; 10.44-46). Em tempos de proliferação de heresias e modismos não podemos abrir mão da palavra, em algumas igrejas a palavra fica em segundo plano gastam o tempo que tem com músicas (não o genuíno louvor) que produzem apenas reações externas e até cansam o povo, pois há lugares que o momento de louvor parece uma discoteca fazem da igreja uma pista de dança; e onde está a palavra?

Por isso que muitos irmãos têm seguido alguns movimentos que só tem aparência de avivamento, mas não passa de barulho e movimento sem vida. Existem também aqueles por conseqüência de vivenciar de uma experiência (duvidosa) de avivamento inventam unções diferentes dizendo terem recebido de Deus revelação de uma nova unção, é unção pra todos os gostos, do leão, da águia, do avestruz parece até zoológico (rsrs) não vou perder tempo aqui citando outras. Todas essas bizarrices acontecem onde a palavra de Deus não tem o seu devido valor e não é observada corretamente, querem extrair da bíblia o que ela não diz. Como disse Pr. Antonio Gilberto em uma ocasião: É a falta da Palavra que gera elevado número de retardados espirituais nas igrejas. Devemos ter equilíbrio na adoração a Deus (Ex 30.34-38; 2 Cr 29.27).

A palavra de Deus promove em nós o verdadeiro temor e desperta a necessidade do avivamento.

Agora que lembramos quais são as bases do verdadeiro avivamento quero aqui também comentar algumas características do genuíno avivamento.

Já vimos que não consiste só em movimentos ou barulho o genuíno avivamento existem algumas evidências que legitimam o verdadeiro avivamento bíblico.

Num verdadeiro avivamento há quebrantamento total pelo Espírito Santo. Onde os irmãos se humilham diante do Senhor confessando seus pecados, acompanhado de profundo arrependimento. Há também conversão de almas a exemplo da primeira pregação de Pedro. Há vidas transformadas regeneradas pelo poder de Deus a viver uma vida de santidade. (Tt 3.5; 2Co 4.16)

Ao contrário do ouvimos pregadores afirmar o Genuíno Avivamento não consiste só de reboliços promovidos por puro emocionalismo, mas é uma obra iniciada com oração baseada nas escrituras e operada pelo Espírito de Deus. O avivamento promovido pelo Espírito leva a igreja não só a experiências singulares com Deus, mas também a cumprir a sublime tarefa de evangelização.

Concluímos com isso que o verdadeiro avivamento é uma intervenção divina na vida da igreja em resposta ao clamor de seu povo.

Precisamos muito nestes dias ser impactados por esse avivamento, precisamos ser despertados para fazer cumprir a vontade soberana de Deus e promover o crescimento da Igreja aqui. Oremos, pois como o profeta; Aviva senhor a tua obra...


 

No amor de Cristo

Uilson Camilo.


 

Fontes consultadas:

BEP – CPAD

MEP – PRINCÍPIO DO AVIVAMENTO BÍBLICO "ANTONIO GILBERTO" CPAD.


 


 


terça-feira, 21 de abril de 2009

PARA REFLETIR


"Fé é pisar no primeiro degrau, mesmo que você não veja a escada inteira".
"A igreja não é um termômetro que registra as idéias e princípios da opinião popular, ela é o termostato que transforma os usos e costumes da sociedade"
" o ódio paralisa a vida, o amor a liberta, o ódio confunde a vida, o amor a harmoniza, o ódio escurece a vida, o amor a ilumina".
" No final, nós não nos lembramos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêcio dos nossos amigos".
Martin Luther King.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SANTO !!!! VICTORINO SILVA

video

Plano de Saúde

Fonte: http://www.jasielbotelho.blogspot.com/

DESCAMINHO DAS ÍNDIAS


Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior parte das idéias da Nova Era.

A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).

É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados.

O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto neles confiam” (Sl 115.3-8).

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus:“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.

Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:

Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).

Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).

Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10). 


FONTE: http://www.chamada.com.br).


DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DE DEUS


Por Uilson Camilo

Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá de Deus o louvor. Não escrevo essas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque, ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu, pelo evangelho, vos gerei em Jesus Cristo. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. (1Co 4.1-5;14-16).

INTRODUÇÃO

Paulo exortou os irmãos a pensarem sobre ele, Pedro e Apolo como meros servos de Cristo a quem foram confiados os mistérios de Deus. Diferente de alguns ministros de nossa época, que afirmam que foram chamados para estar acima dos membros da Igreja, dizem que sua função é só liderar. Mas o apóstolo deixa bem claro e analisando a etimologia da palavra "ministro" entendemos que eles foram escolhidos e capacitados para servir a noiva de Cristo.

Os apóstolos somente eram servos de Cristo, mas não deviam ser menosprezados. Tinham sido encarregados de uma grande missão, e por essa razão, tinham um ofício honroso.


 

OS VERDADEIROS MINISTROS DE CRISTO

1 – O que é um Ministro?

Paulo ao fazer menção da palavra ministro (hyperetes), ele denota o sentido de um subordinado, trabalhador braçal, remador, criado ajudante que recebe ordem de outra pessoa. Observamos com isso que em nenhum momento Paulo fala do ministro como o maioral da sinagoga ou igreja. Entendamos que um ministro biblicamente falando não é chamado para um alto cargo de governo, mas para serem verdadeiros servos colocando-se a serviço da obra do Senhor. Somos ministros de Cristo logo chamados para fazer cumprir sua soberana vontade.

CHAMADOS POR DEUS

Só os que realmente foram chamados por Deus devem, exercer o santo ministério evangélico, conforme vemos na vida de Arão (Hb 5.4). Há alguns que se intitulam ministros do Senhor, mas não passam de aventureiros e mercenários de olho na gordura das ovelhas do rebanho do Mestre. O escritor aos hebreus deixa claro que está honra são para os que foram chamados por Deus. Paulo tinha plena convicção de sua chamada e que foi o próprio Senhor que o escolheu para pregar o Evangelho, observamos isto em suas cartas tais como: Rm 1.1; Gl 1.15; Ef 1.1; 1Tm 1.1). Uma coisa a destacar é que o ministério daqueles que são verdadeiramente chamados pelo Senhor é a confirmação deste com sinais que são operados pelo Espírito de Deus que coopera com os legítimos ministros de Cristo (Mc 16.20).

DESPENSEIROS

A idéia, aqui, é mais da qualidade no trabalho que se faz para Deus.
Despenseiro é o guardião da propriedade alheia, administrador de bens que pertence a outros, mordomo, tesoureiro, tutor, gerente ou superintendente de uma casa. O Dr. Shedd comenta que, em relação aos escravos, o despenseiro é um supervisor e, em relação ao Senhor, ele é um servo.   

Este termo é usado para descrever a função de autoridade delegada por "Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós", Hb 3.6. É a clara percepção de que tudo pertence a Jesus e nós somos seus mordomos ou despenseiros.  

MISSÃO DOS DESPENSEIROS

Os que são chamados por Deus para está obra maravilhosa, têm uma responsabilidade muito grande, por isso requer-se dos despenseiros que sejam compromissados com a sublime tarefa que lhes foram confiada. Não podem esquecer sua principal função de administrar os mistérios de Deus como bons servos (escravos de Cristo) "doulos". Alguns líderes acham que foram chamados para serem donos do rebanho de Deus e agem até como ditadores esquecendo que também são servos como os demais com uma diferença: a responsabilidade de ensinar as ovelhas do rebanho de Cristo.

Para está missão o despenseiro tem que ser fiel, honesto, pois estará administrando a propriedade do Mestre Jesus como afirma Paulo a Tito 1.7, ele cuida da dispensa, das riquezas de Jesus.

CARACTERISTICAS DO VERDADEIRO DESPENSEIRO

Podemos encontrar vários tipos de despenseiros, mas os despenseiros de Cristo têm qualidades que fazem diferença entre os demais aqueles que realmente foram chamados têm características peculiares que são:

FIDELIDADE Ne 13.13; 1Co 4.1, 2; Mt 25.20-30; Ap 19.11.

DILIGÊNCIA Pv 10.4; 22.29.

MORDOMIA Mt 24.45; Lc 12.42.


 CONCLUSÃO

Mordomo ou despenseiro sabemos que o Senhor da obra procura os fiéis que cuidem com diligência de seus bens preciosos, pois sabemos que o nosso trabalho não é vão no Senhor (1C0 15.58).

Que Deus abençoe a todos e uma boa aula.


 

No amor do Mestre

Uilson Camilo.


 
Fontes Consultadas:

BEP – CPAD

LBM – CPAD

COMENTÁRIO BÍBLICO MATHEW HENRY - CPAD


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 14 de abril de 2009

PARTIDARISMO NA IGREJA


Por Uilson Camilo

Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós. Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, amas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis; porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; de outro: Eu, de Apolo; porventura, não sois carnais? Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. (1Co 1.10-13;3.1-6).

INTRODUÇÃO

Aproveitando o Tema da lição do próximo domingo resolvi publicar um breve comentário sobre este assunto tão pertinente para nossos dias. É fato que a igreja de Corinto era uma igreja rica espiritualmente, mas faltava-lhes ainda amadurecer no espírito, é por esse motivo que Paulo no primeiro capítulo nos versículos 10-12, descortina e identifica os principais problemas da igreja que era: dissensões provocadas pelos grupos existentes na mesma. Analisando o escrito de Paulo entendemos que existia certa rivalidade entre os grupos na Igreja de Corinto.  

DISSENSÃO NA IGREJA

Ao dizer “irmãos” no v.v. 10, Paulo enfatizou que todos os crentes fazem parte de uma família em especial: A Família de Deus. Os crentes compartilham de uma união muito profunda e bem diferente da existente entre irmãos de sangue, pois está união é obra do Espírito do Senhor.

Digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer . Existe uma grande diferença entre ter pontos de vista diferentes e ser alguém que promova divisões. Um grupo de pessoas não concordará totalmente em todas as questões, mas todos podem trabalhar juntos harmoniosamente se concordarem naquilo que é verdadeiramente importante: Jesus Cristo é Senhor de Todos.

Chegou até os ouvidos de Paulo que a grande Igreja de Corinto estava tendo contendas v.12, tais contendas vinham das facções, ou grupos rivais, que eles mesmos haviam formado em torno de seus obreiros prediletos. Os crentes de Corinto tinham afeição por diferentes pregadores. Como o NT ainda não havia sido escrito, os crentes dependiam muito da pregação e do ensino para compreensão no significado espiritual do AT. Alguns seguiam Paulo, que tinha fundado a igreja; outros, que tinham ouvido Pedro em Jerusalém, seguiam-no; e ainda ouviam somente Apolo, um eloquente e popular pregador que teve um ministério dinâmico em Corinto (At 18.24; 19.1). Embora esses pregadores tivessem uma mensagem em comum, suas personalidades atraíam pessoas diferentes. “Aproveito para dizer que nos dias atuais não é diferente alguns pregadores tem seu público em particular parecendo até fã-clube...”.

Essas divisões provem da falta de maturidade espiritual dos crentes locais. A divisão em Corinto era tão grave, que o Apóstolo ocupou quatro capítulos da Primeira Epístola para tratar do assunto.

NATUREZA DAS FACÇÕES EM CORINTO

A divisão na igreja prejudica o crescimento da obra de Deus. Começaram a surgir facções entre os dirigentes da igreja de Corinto. Alguns membros da igreja passaram a considerar mais a certos ministros do evangelho do que o próprio evangelho. E estas facções giravam em torno de seus obreiros prediletos. É nosso dever honrar, respeitar e amar os obreiros do Senhor, mas não fazer deles ídolos, nem deles formar verdadeiras torcidas organizadas na congregação. As raízes destas divisões são como as plantas: ocultas.

Uma das coisas que também contribuía para a existência das facções em corinto era as diferenças sociais entre os crentes (1Co 1.26; 11.21-22). Esse e outros fatores não devem jamais motivar o cristão a ser contencioso, como ocorria naquela igreja. Podemos observar que a contenda acontecia também nos cultos da igreja de Corinto, até na Ceia do Senhor (1Co 11.17-19).

CAUSA DAS FACÇÕES

Uma das causas que promoveram as divisões em Corinto era a falta de maturidade espiritual nos crentes existentes naquela igreja. Paulo deixa isto bem claro quando os chama de “meninos em Cristo” (1Co 3.1). A grande prova disto era que eles discutiam como crianças, permitindo que divisões os distraíssem. A falta de preparo dos crentes e a precoce separação de cooperadores para obra do Mestre é um perigo que pode prejudicar o crescimento da Igreja e no caso de Corinto promover divisões. Uma igreja cheia de meninos na fé é uma igreja que não tem firmeza e alvo fácil deste tipo de problema.

A carnalidade também contribuiu pra as divisões, Paulo afirmou “Porque ainda sois carnais” (1Co 3.1,3). Corinto era uma igreja fervorosa, mas não espiritual deixavam o velho homem prevalecer em vossas vidas. O crente precisa ser guiado pelo Espírito do Senhor, para isto precisa ser tomado pelo espírito (Ef 5.9,18).

CONCLUSÃO

Como podemos observar estes grupos, facções só promovem a destruição da comunhão e o retardamento no crescimento da obra de Deus. Oremos ao Senhor para que nos ajude e nos de a cada dia mais de sua maravilhosa Graça, para que caiamos neste mal. Lembremos que Jesus é Senhor de todas as coisas. As diferenças nunca devem ser motivo para dividir os Cristãos. Vivamos e desfrutemos da comunhão dos Santos.

 

No temor do Mestre Jesus.

Uilson Camilo.

 

Fontes consultadas:

BEP – CPAD

B. APLICAÇÃO PESSOAL – CPAD.

LBM - CPAD


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Leonardo Gonçalves

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Jesus venceu por nós e nos fez mais do que vencedores através de seu sacrifício na cruz. Entregou-se por amor a nós mesmo ainda sendo pecadores ele nos amou primeiro.
Glórias a Deus para todo sempre!!!!!!!!
O que temos feito por Ele e para Ele??????........

A SUPERIORIDADE DA MENSAGEM DA CRUZ


A SUPERIORIDADE DA MENSAGEM DA CRUZ
Texto Áureo: I Co. 1.18 - Leitura Bíblica em Classe: I Co. 2.1-10

Por José Roberto A. Barbosa.

Objetivo: Mostrar que a pregação evangélica eficaz não se baseia em pressupostos religiosos ou argumentos filosóficos, mas na cruz de Cristo, loucura para os que perecem, mas para os salvos, poder de Deus.

INTRODUÇÃO
Na igreja de Corinto havia tanto judeus religiosos quanto intelectuais instruídos na filosofia grega. Na lição de hoje, veremos que, como naqueles dias, a religiosidade e a filosofia humana imperam, mas ambas estão distanciadas da verdade do evangelho de Cristo. As palavras do Apóstolo, conforme veremos neste estudo, revelam que o fundamento da fé cristã não repousa nesses dois pólos, mas na centralidade da mensagem da cruz, loucura para os que perecem e o poder de Deus para os que crêem.

1. A MENSAGEM DA RELIGIÃO
A religião é uma tentativa humana de aproximação de Deus. É uma espécie de torre de Babel (Gn. 11.9), de confusão, por meio do qual o homem, através dos seus esforços, de suas vestes de figueira (Gn. 3.7) quer agradar ao Criador. Para tanto, a religião se sustenta numa série de regras e padrões humanos na tentativa de manipular as pessoas (Cl. 2.20-23). Nos tempos de Paulo, especificamente na cidade de Corinto, a religião judaica determinava os procedimentos a serem seguidos a fim de que o ser humano adquirisse sua salvação, essa era uma defesa dos judaizantes (Gl. 1.8,9), que pregavam um outro evangelho distinto do de Cristo. Quando Jesus esteve entre os religiosos de sua época, eles cobravam a realização de milagres (Mt. 12.18-40). O problema dos sinais é que eles, ao invés de fortalecerem a fé, na verdade, viciam as pessoas a sempre quererem mais sinais, como aconteceu com os israelitas quando caminhavam pelo deserto. Há pessoas que não conseguem se distanciar dos sinais, somente acreditam se, como Tomé, avistarem as feridas de Jesus (Jo. 20.25). O pior da religião, no entanto, é a busca pelo mérito divino. Os religiosos estão sempre buscando fazer algo para agradar a Deus, não entendem o milagre do novo nascimento (Jo. 3.3) e que somos salvos pela graça, por meio da fé, isso não vem das obras para que ninguém se glorie (Ef. 2.8,9).

2. A MENSAGEM DA FILOSOFIA
A filosofia em Corinto, quando Paulo escreveu sua Epístola, era um conhecimento valorizado, cujo fundamento era a racionalidade. Tal racionalidade era apregoada pelos filósofos clássicos, com os quais os gregos estavam acostumados. Para esses filósofos, a base do conhecimento estava na “sofia”, isto é, na “sabedoria” humana. Através das reflexões humanas, os pensadores daqueles tempos, como alguns da modernidade, buscam Deus, através das investigações lógicas, trazer provas racionais de Sua existência. Deus, no entanto, nega-se a ser conhecido pelas vias da razão exclusiva. Quanto mais o homem pergunta por Deus através de suas especulações filosóficas, mais deles Ele se distancia. É pouco provável que alguém reconheça o Deus, Pai do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo pela investigação filosófica. O máximo que podemos apreender é a figura de um Criador poderoso que tudo fez ou de um Legislador Moral que julgará a todos devido a consciência universal do pecado. Para o homem natural, representado pelos materialistas ou existencialistas ateus, Deus não passa de um delírio. Para os filósofos deitas, Deus pode ser comparado a um relojoeiro que criou o mundo e o entregou ao acaso. Para os agnósticos, Deus pode até existir, mas como não se pode saber, resta, como os atenienses dos tempos de Paulo, construir um altar ao Deus Desconhecido (At. 17.23). A filosofia, como área de conhecimento humano, tem o seu devido valor. Não podemos negar a contribuição que o estudo filosófico trouxe a humanidade. Alguns filósofos, na verdade, foram cristãos, tais como Agostinho de Hipona, Anselmo de Aorta, Blaise Pascal, Soren Kierkegaard, entre outros. Mas, em se tratando do evangelho de Cristo, somente podemos conhecê-lo espiritualmente, pois Ele o foi revelado pelo Espírito. O mistério de Deus chegou até nós por meio de Jesus de Cristo (Cl.1.26; 2.2). O estudante cristão de filosofia deve levar cativo todo conhecimento à obediência de Cristo (II Co. 10.5). Caso contrário, o conhecimento filosófico pode acabar distanciando-o da Palavra de Deus (Cl. 2.8).

3. A MENSAGEM DA CRUZ DE CRISTO
Os judeus pedem um sinal, os gregos querem sabedoria (I Co. 1.22) A mensagem do evangelho de Cristo, por conseguinte, é um escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Aprouve a Deus, entretanto, salvar os homens (e mulheres) pela loucura da pregação (I Co.2.14; 3.19). A pregação do apóstolo Paulo, quando esteve em Corinto, não se fundamentou em sofismas, em raciocínios lógicos, mas na cruz de Cristo (I Co. 2.4). A mensagem da cruz é a interdição de Deus tanto aos religiosos quanto aos filósofos. Enquanto a religião quer que as pessoas sejam salvas por meios das suas obras, a mensagem do evangelho de Cristo diz que o homem é salvo pela graça, por meio da fé, e que isso não vem de nós, é dom de Deus (Ef. 2.8,9). Enquanto os homens buscam uma explicação lógica para provar que Deus não existe, Ele, na Sua simplicidade, se faz carne, habita no meio dos homens e, em Cristo, revela-la se como o Deus de amor e graça (I Co. 1.27). A mensagem da igreja cristã não pode ser outra senão a do Cristo crucificado (I Co. 2.2). Não são poucos que atualmente querem sustentar suas mensagem na religiosidade humana ou em argumentos filosóficos. As pessoas somente poderão crer pela fé, e essa resulta da pregação da Palavra de Deus (Rm. 10.17).

CONCLUSÃO
A mensagem da igreja não pode ser religiosa - fundamentada nos méritos humanos, ou filosófica - sustentada na razão pura. A tarefa da igreja é a de se debruçar espiritualmente sobre a Palavra de Deus e proclamá-la em alto e bom som. Essa não agradará a todos os seguimentos da sociedade, continuará sendo escândalo para os religiosos e loucura para os intelectuais. Isso porque os religiosos não admitem serem salvos por outro meio que não seja o esforço pessoal. Os pensadores acham a pregação cristã algo irracional e sem qualquer fundamento lógico. Mesmo assim, com o autor do hino 291 da Harpa Cristã cantamos: “Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu, como emblema de vergonha e dor, mas contemplo esta cruz, porque nela Jesus, deu a vida por mim, pecador. Sim, eu amo a mensagem da cruz, té morrer eu a vou proclamar, levarei eu também minha cruz, té por uma coroa trocar”.

BIBLIOGRAFIA
HOOVER, T. R. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
HORTON, S. M. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.