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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A DIFERENÇA ENTRE ADVINHAÇÕES E PROFECIAS BÍBLICAS

 
"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).


Profecias bíblicas se cumprem sempre, sem exceção. Por isso podemos ter absoluta confiança nelas. Mas quem confia em adivinhações está perdido!
Só uma coisa é certa a respeito das adivinhações de videntes, astrólogos e cartomantes: a cada ano se repete o fiasco da falha do seu cumprimento! Praticamente todas as previsões para 2003 foram falsas. O "Comitê Para a Investigação Científica das Alegações dos Paranormais" na Alemanha comparou 100 prognósticos com a realidade e verificou que as explicações posteriores dos adivinhos são completamente contraditórias em relação às previsões feitas. Muitos de seus prognósticos são formulados de maneira tão vaga que o exercício da futurologia nem se faz necessário, pois qualquer um de nós poderia fazer previsões semelhantes usando simplesmente a lógica e o bom senso. As previsões são tão genéricas que acabam acertando em algum detalhe. Dois exemplos: em dezembro de 2002 um astrólogo previu "iminente risco de guerra" para o Iraque.[1] O matemático Michael Kunkel (de Mainz/Alemanha), observou que uma declaração dessas, naquela época, equivalia a afirmar que o sol iria nascer na manhã seguinte. Relativamente a Israel, um dos prognósticos para este ano dizia: "Depois de sérios distúrbios, existe a tendência de que no final de 2004 haja um acordo de paz satisfatório, de modo a que ambas as partes tenham interesse em cumpri-lo". É quase impossível falar de maneira mais genérica. Mas é interessante observar como as pessoas, que nada querem saber da Bíblia, são enganadas rotineiramente e dão ouvidos a esse tipo de "profecia" vaga e superficial.
A adivinhação do futuro pode envolver puro e simples engano visando o lucro fácil. Por outro lado, além do interesse financeiro, a astrologia, por exemplo, tem origem espírita e ocultista, diretamente inspirada por Satanás e seus demônios. Seja como for, ela sempre é mentirosa, pecaminosa e de origem diabólica. O reformador Martim Lutero declarou, com razão: "O Diabo também sabe profetizar – e mente ao fazê-lo".
Em Deuteronômio 18.9-11 está escrito: "Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos". A Bíblia com Anotações de Scofield comenta a respeito:
As oito práticas anatematizadas para determinação do futuro são estas: 1. do adivinhador – os métodos são apresentados em Ez 21.21; 2. do prognosticador – possivelmente referindo-se à feitiçaria ou astrologia; 3. do agoureiro – aquele que usa prognósticos; 4. do feiticeiro – aquele que faz uso da magia, de fórmulas ou encantamentos; 5. dos encantadores – Sl 58.4-5; 6. de quem consulta um espírito adivinhante – veja o número 7; 7. do mágico, geralmente usado com o número 6 – Is 8.19 descreve a prática; e 8. do necromante – aquele que procura interrogar os mortos. Duas coisas precisam ser mantidas em mente: 1) este mandamento tinha aplicações específicas a Israel que estava entrando na terra; foram feitas para preservar os israelitas das abominações dos seus predecessores (vv. 9, 12 e 14) e 2) para se perceber claramente o contraste entre esses falsos profetas e os profetas como Moisés (vv. 15-19).
Profecia bíblica
Vejamos as principais diferenças entre adivinhação e profecia bíblica:
  • A adivinhação faz afirmações vagas e genéricas e não esclarece os fatos. A profecia bíblica é a história escrita antes que aconteça. Ela parte do próprio Deus Todo-Poderoso, que tem uma visão panorâmica das eras e as estabeleceu em Seu plano divino. O profeta Isaías O engrandece: "" Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros" (Is 25.1). O próprio Senhor afirma: "lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Is 46.9-10).
  • A adivinhação interpreta algum tipo de sinal. A profecia bíblica não depende da nossa interpretação, mas se sustenta exclusivamente em sua própria realização.
  • As previsões de astrólogos são especulativas e deixam margem para muitas interpretações. A profecia bíblica acerta em 100% dos casos.
  • O apóstolo Pedro escreve: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pe 1.16).
Tim LaHaye e Thomas Ice afirmam:
A adivinhação interpreta
algum tipo de sinal.

Falsas religiões e idéias supersticiosas baseiam-se em fábulas engenhosamente inventadas, mas a fé cristã está fundamentada na auto-revelação do próprio Deus aos homens, da forma como a encontramos na Bíblia. Além disso, Pedro designa a profecia bíblica como "palavra profética" e diz: "...fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso..." (2 Pe 1.19). Por que podemos depositar toda a nossa confiança na palavra profética? Porque a profecia bíblica, segundo a conclusão de Pedro, não é a explicação humana dos acontecimentos históricos: "sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.20-21). Tendo a profecia, os cristãos possuem um resumo do plano divino para o futuro. Além disso, como centenas de profecias já se cumpriram literalmente – a maioria delas relacionadas à primeira vinda de Cristo – sabemos que todas as promessas em relação ao futuro também se cumprirão integralmente nos tempos finais e por ocasião da volta de Cristo".[2]
  • Adivinhação e interpretação de sinais são baseados em mentiras, enquanto a profecia divina é a mais absoluta verdade. Balaão era um "agoureiro" (Nm 24.1) que Balaque, rei dos moabitas, queria usar para amaldiçoar Israel (Nm 23-24). E justamente esse adivinhador foi obrigado a reconhecer: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?" (Nm 23.19).
  • A Bíblia contém 6.408 versículos com declarações proféticas, das quais 3.268 já se cumpriram. Não se sabe de nenhum caso em que uma profecia bíblica tivesse se cumprido de forma diferente da profetizada. Esses números equivalem à chance de que ao jogar-se 1.264 dados, todos caiam, sem exceção, com o número 6 para cima. Essa probabilidade é tão pequena que exclui toda e qualquer obra do acaso.[3]
  • Conforme o Dr. Roger Liebi, 330 profecias extremamente exatas e específicas referentes ao Messias sofredor se cumpriram literalmente por ocasião da primeira vinda de Cristo.
Dessa abundância de profecias relacionadas ao nascimento, à vida e à morte de Jesus, destacamos apenas o exemplo do Salmo 22.16-17: "...traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos..." Não há dúvida de que essa passagem fala da crucificação, pois o sofrimento descrito pelo salmista só acontece nesse tipo de morte. Entre os judeus a crucificação jamais foi uma forma de execução de condenados à morte e ainda não era conhecida quando o salmo foi escrito. Bem mais tarde os romanos copiaram dos cartagineses a pena de morte por crucificação. Portanto, seria muito mais lógico se o salmista tivesse descrito a morte por apedrejamento ou pela espada. Numa época tão remota (1000 a.C.), por que ele falou da morte pela cruz, completamente desconhecida dos judeus? A resposta é que o salmista, inspirado pelo Espírito de Deus, era um profeta e apontava a morte futura de Jesus.
  • A adivinhação cria confusão mental, turva a visão para a verdade bíblica e bloqueia a disposição das pessoas de crerem no Evangelho de Jesus Cristo. Ela embota seus sentidos, prendê-as a falsos ensinos e torna-as inseguras em suas decisões. A profecia divina, entretanto, liberta e dá segurança. Por isso todos deveriam seguir o conselho de Deus: "Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós..." (Is 46.11b-12a).
  • Qualquer pessoa que crê em Jesus Cristo e confia sua vida a Ele tem um futuro seguro e não precisa ter medo de nada. Quem se entrega a Jesus passa a viver sob a bênção da profecia encontrada em João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também". (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Notas: 

Idea Spektrum, 1/2 2004.
Tim LaHaye/Thomas Ice, Countdown zum Finale der Welt. 
Factum, Edição Especial 1995.  

Publicado originalmente  no site Chamada.com

terça-feira, 25 de agosto de 2009

NÃO EXISTE DISTINÇÃO QUANTO AO AMOR DE DEUS


Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. (Rm 3.23-26)

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. (Jo 3.16-17)

Paulo declara que todos estavam debaixo do pecado, numa condição distante do Criador e sem condições de se justificarem diante de Deus. Sendo nós ímpios e Deus pura santidade, como poderíamos pensar até mesmo em nos aproximar dEle? No entanto, isto é possível, porque Ele preparou o caminho: a cruz de Cristo. Deus tem demonstrado seu amor imerecido para conoscoMas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). O Novo Testamento dá amplo testemunho do fato de que o amor de Deus o impeliu a salvar a humanidade perdida. Por isso, este quatro atributos de Deus, a paciência, a misericórdia, a graça e o amor, demonstram a sua bondade ao prover a nossa redenção.

Não existe a mínima possibilidade de se negar o ensino do Novo testamento de que Jesus morreu para ligar o abismo entre um Deus santo e uma raça pecaminosa que não podia salvar a si mesmo.

Deus ama os homens, não por causa daquilo que eles são, e sim por causa daquilo que Ele é. Sua natureza é amar. Da mesma forma, não cessa de amar os homens por causa daquilo que são. “Deus amou o mundo de tal maneira”. O pecado da nossa parte não faz com que Deus cesse de nos amar, mas efetua em nós mesmos uma capacitação tal que nos deixa aceitar as bênçãos que o amor divino oferece. É como o caso de quem fecha as venezianas; não impede o Sol de brilhar, mas esconde-se de sua luz.

Cristo morreu em prol de todos. O remédio cobre uma área tão grande quanto a doença. O remédio vai tão fundo quanto a doença. Por mais longe que o pecador tenha se desviado, existe na cruz perdão para todos os seus pecados. Glórias ao Senhor!

A salvação é para todos, ricos e pobres, para os sábios e analfabetos, para reis e para os mendigos, para pessoas de todas as raças e para adultos e crianças.

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança me o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tt 3.11-14)

Deus determinou um caminho que pode ser seguido por todos; o caminho da simples fé naquilo que Ele realizou mediante Cristo. Se este caminho parece muito estreito, é porque as pessoas ficam insufladas com pecados e orgulho, achando por demais grandiosas. Naamã teria feito algo grandioso se isto tivesse sido exigido Por parte dele, mas ficou escandalizado quando recebeu ordens de se lavar no rio Jordão. Quando, afinal, deixou de lado seu orgulho e se humilhou, foi curado mediante o meio simples (ver 2Rs cap.5). Não importa a natureza dos meios; a pergunta é: esse é o meio de Deus? Se é, funcionará, havendo fé e obediência da nossa parte.

Sola Gratia, Sola fide, Solus Christus, Sola Scriptura.

Uilson Camilo.

Fontes consultadas:

BEP – CPAD

Série Comentário Bíblico – Myer Pearlman - CPAD

domingo, 9 de agosto de 2009

OS TRÊS TEMPOS DA SALVAÇÃO


Aos amantes da Teologia Bíblica e também aqueles que primam pelo estudo das Escrituras, segue um breve estudo abordando um dos tópicos da Soteriologia.
 Boa leitura!

Salvação é um termo muito amplo. C. I. Scofield, no seu comentário sobre Rom. 1:16, diz muito aptamente: !As palavras hebraicas e gregas para salvação implicam as ideias de livramento, segurança, conservação, cura e santidade?. Salvação é a grande palavra inclusiva do Evangelho, reunindo em si todos os atos e processos redentivos: como justificação, redenção, graça, propiciação, imputação, perdão, santificação e glorificação.

Salvação, portanto, no seu sentido lato, tem que ver tanto com a alma como com o corpo, com a vida presente bem como com a futura. Ela faz referência não só à remissão da penalidade do pecado e à remoção de sua culpa, mas também à conquista do hábito do pecado e a remoção final da presença do pecado no corpo. É só pelo reconhecimento disto que alguém pode agarrar o alcance completo da doutrina bíblica de salvação. E é só por se poder classificar cada passagem que trata da salvação na base dos fatos precedentes que alguém pode evitar a confusão na mente do crente mediano. Podemos realizar este fim melhor notando que se fala da salvação em três tempos e considerando cuidadosamente cada tempo. Todos os três tempos estão rascunhadamente somados em 2 Cor. 1:10 ?Que nos livrou (passado) de uma tão grande morte e livra ainda (presente); em Quem confiamos que ainda nos livrará (futuro)?.

I. O TEMPO PASSADO DA SALVAÇÃO

Notai as seguintes passagens:

!A tua fé te salvou? (Lc. 7:50). !Pela graça fostes salvos por meio da fé? (Ef. 2:8). !... que nos salvou e chamou com uma santa vocação? (2 Tim. 1:9). !... salvou-nos segundo Sua misericórdia? (Tito 3:5).

Toda estas passagens e muitas outras como elas falam da salvação como uma obra terminada no passado. Este tempo de salvação coincide com a santificação passada do crente, como considerada no capítulo anterior. Ela tem que ver (1) com a alma; (2) com a remissão da penalidade do pecado, a remoção da culpa e mesmo a remoção da presença do pecado da alma.

Neste sentido a salvação do crente está completa. Como dissemos da justificação, assim podemos dizer deste tempo da salvação: é um ato e não um processo: ocorre e se completa no momento em que o indivíduo crê; não admite graus nem estágios.

É sob este tempo de salvação que devemos classificar as passagens que falam do crente como possuindo vida eterna agora. Vide João 5:24, 6:47, 17:2,3; 1 João 3:13, 5:11,13. Isto quer dizer, simplesmente, como expresso em João 5:24, que o crente passou de sob todo perigo de condenação e do poder da segunda morte.

II. O TEMPO PRESENTE DA SALVAÇÃO

!A palavra da cruz é loucura para os que se perdem; mas, para nós que estamos salvos (marg., estamos sendo salvos) é o poder de Deus? (1 Cor. 1:18).

O particípio grego na passagem supra está no tempo presente e denota !aqueles sendo salvos, o ato... estando em progresso, não completado? (E. P. Gould).

É com referência ao tempo presente da salvação que Fil. 2:12 fala, quando diz: !Operai a vossa própria salvação com temor e tremor." O sentido desta passagem é que os crentes filipenses tiveram de efetivar em suas vidas a nova vida que Deus implantara nos seus corações .

Outras passagens há nas quais a salvação não está mencionada , as quais, não obstantes, referem o processo presente de salvação, tais como Rom. 6:14; Gal. 2:19,20; 2 Cor. 3:18.

No tempo presente da salvação os crentes estão sendo salvos, através da obra do Espírito morador, do hábito e domínio do pecado. A salvação é assim equivalente à santificação progressiva: não tem que ver com a alma nem com o corpo, mas com a vida.

III. O TEMPO FUTURO DA SALVAÇÃO

Nas passagens seguintes a salvação é falada como algo ainda futuro: Rom. 5:9,10, 8:24, 13:11; 1 Cor. 5:5; Efe. 1:13,14; 1 Tess. 5:8; Hb. 10:36; 1 Ped. 1:5; 1 João 3:2,3.

Em Rom. 8:23 Paulo nos fala do que é, em geral esta salvação futura. É a redenção de nosso corpos?, o que ele quer dizer a aplicação da redenção ao corpo de crente. Isto terá lugar na ressurreição dos que dormem em Cristo (1 Cor. 15:52-56; 1 Tess. 4:16) e no rapto dos que estiverem vivos na vinda de Cristo no ar (1 Tes. 4:17). É só então que o espírito regenerado entrará em completa fruição da salvação. Assim lemos que o espírito é para ser salvo !no dia do Senhor Jesus? (1 Cor. 5:5). Este tempo de salvação tem que ver principalmente com o corpo e a presença do pecado no corpo.

É sob esta epígrafe que devemos classificar todas as passagens que tratam da vida eterna como de alguma coisa que o crente receberá no futuro. Vide Mat. 25:46; Mar. 10:30; Tito 1:2, 3:7.

Temos assim a bela harmonia que existe entre todas as passagens que tocam o assunto da salvação. Não há conflito entre estas passagens, porque elas se referem a diferentes fases da salvação. Absurdo é e herético qualquer homem tirar um grupo das três, não importa que grupo ele tire, e procurar negar ou nulificar um ou outro, ou ambos, dos dois grupos restantes. O modo da verdade é tomar todos eles corretamente divididos.

Seja observado ao encerrar que a salvação em todos os seus tempos e fases é do Senhor. Paulo dá-nos o método de Deus no trabalho da salvação, do princípio ao fim em Fil. 1:6 e 2:13. Deus inicia a obra da salvação e a levará até sua consumação. E por toda a caminhada Ele opera em nós !tanto o querer como o fazer Seu bom prazer?. E mais, é tudo de graça pela fé. !Porque nEle se revela a justiça de Deus de fé em fé; como está escrito: O justo viverá pela fé." (Rom. 1:17).

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.

sábado, 8 de agosto de 2009

AS DUAS FASES DA VINDA DE CRISTO



No capítulo precedente frisamos que a vinda de Cristo é para consistir de duas fases. Também frisamos sucintamente alguns contrastes. Neste capítulo é para discutirmos esta matéria mais amplamente.

Consideramos o fato das duas fases da vida de Cristo como a chave que é necessária para destrancar o sentido de muitas passagens da Escritura. Sem um reconhecimento deste fato as passagens que tratam deste grande evento são confusas.

I. AS DUAS FASES CONTRASTADAS

1. A primeira fase será no ar (1 Tess. 4:15-17); a segunda será para ser na terra (Zac. 14:4).

2. A primeira fase de Sua vinda será para o Seu povo (Mat. 25:6-10; João 14:2); a segunda fase será com o Seu povo (Judas 14; Apoc. 17:14).

3. A primeira fase será Sua vinda como um noivo (Mat. 25:6-10); a segunda fase será Sua vinda como um rei para julgar e reinar (Sal. 96:13; Zac. 14:9; Mat. 25:31; Apoc. 19:15; 20:4).

4. Na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios (Mat. 25:6-10; 1 Tess. 4:15,17); na segunda fase os ímpios serão tirados dentre os justos (Mat. 13:40-42).

5. Na primeira fase os justos na terra encontrarão o Senhor no ar para irem para o céu com Ele (1 Tess. 4:17; João 14:2); na segunda fase eles simplesmente entram no reino aqui na terra (Mat. 13:43; 25:34).

6. Na primeira fase os incrédulos são meramente deixados na terra (Mat. 25:10-12); na segunda fase eles são destruídos e lançados no fogo eterno (Mat. 25:41,46).

7. Em conexão com a primeira fase haverá uma ressurreição dos justos (1 Tess. 4:15-17); em conexão com a segunda fase não haverá ressurreição específica (Mat. 25:31-46).

8. A primeira fase está sempre iminente (Marcos 13:35,36; Tiago 5:8; Apoc. 22:12); a segunda fase é para ser precedida de certas coisas definitas (Mat. 24:14-29; 2 Tess. 2:1-8).

II. AS DUAS FASES SEPARADAS QUANTO AO TEMPO

Mesmo uma consideração casual dos contrastes antecedentes mostra que as duas fases da vinda de Cristo não podem ocorrer simultaneamente ou em conexão aproximada. Mas notai estas evidências específicas que um período de tempo intervirá entre elas:

1. Desde que na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios e na segunda os ímpios serão tirados dentre os justos (vide § 4 acima), é impossível que as duas fases ocorram em conexão aproximada. Todos os justos serão retirados na primeira fase; logo, deve haver tempo suficiente entre a primeira e a segunda fase para alguém ser salvo.

2. Desde que na primeira fase de Cristo é para receber os Seus discípulos nas !muitas mansões? preparadas para eles no céu (João 14:2) e na segunda fase os justos na terra são para entrarem no reino sobre a terra (vide § 5 acima), é outra vez impossível que ambas as fases ocorram em conexão aproximada. Os que entram no reino na segunda fase devem ser salvos na primeira fase.

3. Desde que a primeira fase ocorra em qualquer tempo (tanto quanto o homem sabe) e a segunda fase deve ser precedida de eventos específicos (vide § 8 acima), elas não podem ocorrer em conexão aproximada. Uma é iminente, a outra não. Logo, uma deve estar bem longe da outra.

4. Deve haver tempo suficiente entre as duas fases para que o !Homem do Pecado? (2 Tess. 2:3) seja revelado e corra o seu curso. Ele não pode ser revelado até que o empecilho será removido do caminho (2 Tess. 2:6,7). O empecilho é o Espírito Santo residindo em toda a pessoa salva (1 Cor. 6:19). Que o Espírito Santo é o empecilho está provado pelo pronome pessoal que a Ele se aplica e também de duas maneiras pelo processo de eliminação. A única outra teoria digna de se considerar, e que tem sido adiantada, é que o governo romano era o empecilho; mas o governo romano foi tirado do caminho há uns quinze séculos e o !Homem do Pecado? ainda não foi revelado. Mas ainda, o governo romano não podia impedir a revelação de semelhante ser, como ele é representado, mas antes contribuiria para sua revelação. A remoção do caminho do Espírito Santo realizar-se-á quando Cristo tirar o Seu povo da terra, que será na primeira fase de Sua vinda. Tempo suficiente deve transcorrer, portanto, entre a primeira e a segunda fase para este monstro correr seu curso, porquanto ele é para ser destruído na segunda fase (2 Tess. 2:8).

5. Também deve haver tempo suficiente entre as duas fases para todos os eventos recordados em Apoc. 7 a 19. Esta seção da Escritura devera incluir o capítulo seis também, sem dúvida, mas podemos estar certos de que ela deve começar com o capítulo sete, pois que no capítulo sete temos a selagem dos servos de Deus na terra e só os judeus são selados. Isto mostra que a primeira fase da vinda de Cristo já teve logar; porque, doutra maneira, certamente estariam alguns gentios servos de Deus na terra. Os cento e quatro mil judeus mencionados como sendo selados neste capítulo são evidentemente aqueles que serão salvos imediatamente depois do aparecimento de Cristo no ar. E então, para confirmar esta idéia seguindo-se imediatamente o relato da selagem desses judeus, temos a multidão inumerável no céu (Apoc. 7:9). Estes, manifestamente, são aqueles que foram levantados da terra no aparecimento de Cristo no ar.

Então a segunda fase da vinda de Cristo não aparece até atingirmos o capítulo 19 e há toda evidência de uma ordem cronológica geral. Assim os eventos dos capítulos do meio são para terem logar durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo.

Nossos oponentes escarnecem da idéia de um período de tempo entre as duas fases da vinda de Cristo. Dizem que ensinamos que haverá duas vindas em vez de uma. Podem chamá-la o que quiserem. O Novo Testamento fala só de uma vinda, mas claramente revela que esta uma vinda consistirá de duas fases, separadas por um período de tempo. Preferimos crer o que ele ensina, desatendendo as perversões deles.

III. A PRIMEIRA FASE DA VINDA DE CRISTO É IMINENTE

Mostramos agora que a vinda de Cristo é para consistir de duas fases e que estas fases são para se separarem por um período de tempo. Aqui nos encarregamos de provar que a primeira fase de Sua vinda é iminente. Notai que não estamos tentando provar que a vinda de Cristo para o julgamento e o reino é iminente. Tanto quanto sabemos, todas as profecias não cumpridas referentes a esta época (e há muitas), sem violência a elas ou a quaisquer outras Escrituras, podem ser cumpridas no ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo; mas não sabemos de nenhuma profecia que se deva cumprir antes de Cristo vir para Sua noiva.

Webster define a palavra iminente como significando !ameaçando de ocorrer imediatamente; à mão; impendente?. Sustentamos que este é exatamente o modo que Deus ensinou na Sua Palavra, que os crentes deveriam considerar a vinda do seu Senhor para recebê-los para Si mesmo. A Escritura ensina que este evento está sempre !à mão? e que os crentes, portanto, deveriam estar sempre na atitude de vigilante expectativa. Notai as seguintes passagens:

1. Marcos 13:35,36 ! ?Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem, se à tarde, se à meia noite, se ao cantar do galo, se pela, manhã, para que não venha de improviso e vos ache dormindo."

Thayer diz que o sentido de vigiar, nesta e parecidas passagens, é tomar cuidado, !sob a pena de por negligencia e indolência alguma calamidade destrutiva assaltar alguém." . Pode haver qualquer razão consciente para vigiar para um evento, a menos que, tanto quanto sabemos, aconteça agora?.

2. Tiago 5:8 ! ?Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor apropinqua-se?.

A palavra grega para ?está próxima? está no tempo mais que perfeito e quer dizer, segundo Thayer, ?chegou perto, está à mão?. Uma forma parecida da mesma palavra está dito por Thayer era usada !concernente coisas iminentes e prestes a acontecer?. O verbo na passagem acima está traduzido !está a mão? nove vezes na versão do Rei Tiago. Mat. 26:46 fornece um bom exemplo do seu uso.

3. Apocalipse 22:12 ! ?Eis que venho presto e o meu galardão está comigo para dar a todo homem segundo for sua obra?.

A palavra na passagem para rapidamente não significa repentinamente, como alguns a teriam, mas quer dizer !destro, expeditamente, sem demora? (Thayer). Boas mostras do seu uso podem ser achadas em Mat. 5:25; 28:7,8; Marc. 16:8; João 11:29. Na passagem supra à vinda de Cristo está falada como Deus a vê: mil anos são como um dia com Deus (1 Ped. 3:8). E está assim representada que o tempo dela pode ser incerto a crentes. Tanto quanto eles sabem, ela pode ocorrer a qualquer momento; logo, para eles é sempre iminente.

Muitas passagens mostram o valor prático de uma crença na vinda iminente de Cristo. Proeminente entre elas está Tiago 5:8, como dada acima. Esta passagem mostra que uma crença na vinda de Cristo é um incentivo à paciência e fortaleza no meio de sofrimento e aflições.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.


segunda-feira, 29 de junho de 2009

CONSELHO AOS PREGADORES


Um subsídio para aqueles que tem compromisso com a pregaçã0 da palavra de Deus, embasado no texto de 2tm 4.2;


REFUTE! REPREENDA! RELEMBRE!

Consideraremos o restante de 2 Timóteo 4:2: “Pregue a palavra, esteja preparado a
tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina”.
Além de ordenar Timóteo a pregar a palavra de Deus, Paulo também o dirige sobre
quando ele deve pregar, e que formas sua pregação tomará. O apóstolo lança o rincípio
de que a pregação é universal em diversas formas: ela deve propagar o escopo todo da
revelação bíblica, ela é sempre apropriada como uma forma de expressão ministerial, e
ela funciona para endereçar todos os tipos de necessidade—para “corrigir, repreender e encorajar” (NIV).
Que toda a Escritura deve ser proclamada através da pregação já tem sido stabelecido,
mas Paulo continua e diz que esse ministério deve ser realizado em todo o tempo:
“esteja preparado a tempo e fora de tempo”. As palavras “esteja preparado” significa
“estar pronto”, “ser persistente”, ou “esteja a postos”. Lenski prefere “esteja à mão”,pelo qual ele pretende dizer “esteja pronto imediatamente!”.Timóteo deveria estar ali pregando, não importa qual condição houvesse.
Quanto ao significado de “a tempo e fora de tempo”, uma tradução melhor é a da
NRSV, que traz “quer o tempo seja favorável ou desfavorável”. Pode parecer razoável
assumir que tipos diferentes de ministério são próprios para ocasiões diferentes. Há um tempo para oração, um tempo para música, um tempo para comunhão, um tempo para
aconselhamento e um tempo para pregação. Contudo, Paulo diz que a pregação é
apropriada para todos os tempos. Não faz diferença se a ocasião é um funeral ou um
casamento, se estamos na igreja ou na mesa de jantar, se a audiência é amigável ou
hostil, se ela consiste de adultos ou de crianças — a pregação deve ser feita em todas as ocasiões, ela tem prioridade sobre todos os outros ministérios. Até quando alguém pensar que certa situação é “desfavorável” para com a pregação, esse é o tempo para pregar. E quando o tempo de tornar “favorável”, Paulo diz, pregue novamente.
A pregação pode tomar diversas formas. Como mencionado anteriormente, embora uma
palestra possa informar, ela também “corrige, repreende e encoraja”. Por “corrige”, o
“desaprove” de Lattimore é aceitável, dado o “demandar explicação, mostrar a alguém
a sua falta...” de Thayer. Deveríamos “sobrepujar em argumento” e “refutar
conclusivamente” os falsos mestres. A palavra é usada para “a exposição e reprimenda
dos falsos mestres do Cristianismo” em Tito 1:9: “E apegue-se firmemente à
mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros
pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela”. Mounce tem “confrontar". Se
como Wuest diz, a palavra “fala de um repreensão que resulta na confissão da pessoa de sua culpa, ou se não sua confissão, sua convicção de pecado”, então “convencer”55 de Lenski transmite o significado com sucesso. O ministro deve desaprovar (ou refutar por argumento) o herege, e possivelmente trazê-lo a uma convicção sobre os seus erros.
”Repreenda” na NIV é acurado, mas alguém precisa perceber que a palavra refere-se a
uma reprimenda dura, não uma advertência gentil. Ela é usada em conexão com
exorcismo no ministério de Jesus: “Quando Jesus viu que uma multidão estava se
ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: “Espírito mudo e surdo, eu ordeno
que o deixe e nunca mais entre nele” (Marcos 9:25).
Um falso conceito de amor bíblico tem feito muitos considerar diversas reprimendas
como comportamento anti-cristão, mas a Escritura indica outra coisa: “Melhor é a
repreensão feita abertamente do que o amor oculto” (Provérbios 27:5); “Os que pecarem
deverão ser repreendidos em público, para que os demais também temam” (1 Timóteo
5:20); “Tal testemunho é verdadeiro. Portanto, repreenda-os severamente, para que
sejam sadios na fé” (Tito 1:13); “É isso que você deve ensinar, exortando-os e
repreendendo-os com toda a autoridade. Ninguém o despreze” (Tito 2:15).
O amor bíblico requer que uma pessoa repreenda a outra duramente sob certas
circunstâncias. Aqui em particular, Paulo diz para Timóteo repreender outros por
sustentarem falsas doutrinas. Isto é, para reprová-los duramente, com uma ameaça de
“penalidade iminente”. Thayer define a palavra como “taxar com falta…desaprovar,
repreender, reprovar, censurar severamente”. Tanto “repreender” como “reprovar” são
boas traduções, enquanto os leitores ingleses entenderem a força da palavra, e a
severidade da reprimenda intencionada.
Gordon Fee prefere “urgir” antes do que “encorajar”. A palavra pode ser mais gentil
do que as duas primeiras, mas Lenski pensa que, talvez dado o contexto, “o significado dificilmente pode ser... confortar”, e, ao invés disso, prefere “admoestar”.“Exortar” recebe múltiplos endossos. Uma ternura para a aliteração pode justificar a tradução:
“Refute! Repreenda! Relembre!”—embora relembre possa não ser preciso o suficiente,
a menos que entendido como “admoestar”; de qualquer forma, “refute, reprove,
exorte” é mais do que aceitável.
Há cinco imperativos aoristos no versículo, e assim, Mounce os traduz da seguinte
forma: “Pregue a palavra! Esteja preparado quando for oportuno ou importuno!
Confronte! Repreenda! Exorte! — com toda paciência e ensino”.O segundo parece
qualificar o primeiro, como assumido quando as palavras foram discutidas acima. O
ministro deve pregar; o conteúdo de sua pregação é toda a palavra de Deus. Em sua
pregação, ele deve refutar aqueles que crêem em falsas doutrinas, refutá-los de forma
que eles possam ser sãos na fé, e exortá-los ou urgi-los a crer e obedecer a verdadeira fé. Isso pode ser uma tarefa muito cansativa, e, portanto, requer “grande paciência” (2Timóteo 4:2).
A base sobre a qual alguém executa tudo do exposto acima é a “doutrina” (v. 2, KJV).
Nós refutamos com argumentos o herege, de forma que ele possa ver o erro de sua falsa
doutrina; nós o repreendemos de forma que ele possa ser advertido das conseqüências
de aderir a tal doutrina; nós então o exortamos a crer e viver de acordo com a
verdadeira doutrina. “A doutrina é o fundamento e a fonte de toda vida religiosa, a falsa doutrina de uma vida religiosa falsa, a doutrina verdadeira da religião genuína e da vida verdadeiramente cristã. Toda Escritura, que é cheia de fatos religiosos, é doutrina…Estar sem esta doutrina é ser deixado nas trevas...é ser levado de um lado para o outro por todo vento de falso ensino, como um navio desprotegido que está à mercê das ondas...uma condição lastimável”. Mounce pensa que a ênfase aqui está sobre o ato de ensinar antes do que sobre o que é ensinado; contudo, ele admite que “é o evangelho, a palavra, que é ensinado”. Um ministro excelente possui tremendos insights doutrinários, ele é capaz de conduzir o povo de Deus com “conhecimento e entendimento” (Jeremias 3:15), e ensina a verdade a eles com grande paciência e perseverança.

fonte:monergismo.com - autor:Vincent Cheung

quinta-feira, 30 de abril de 2009

DOUTRINA DA SALVAÇÃO


Por  Uilson Camilo

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para       salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”(Rm 1.16).“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Ef 2.8-9)

A salvação começa com Deus, e isto antes da fundação do mundo (Ef 1.3-4; 2Ts 2.13). A salvação não resulta de méritos humanos, e sim, da graça de Deus e da resposta humana da fé. Salvação é palavra de profundo significado. Muitos têm uma concepção bastante pobre sobre a salvação consumada por Cristo, o que às vezes reflete numa vida descuidada e negligente, ela também abrange alguns processos redentores, a saber: redenção, graça, propiciação, justificação, perdão e santificação. Salvação (gr. soteria) significa “livramento”, “chegar à meta final com segurança”, “proteger de dano”.

Não significa apenas o livramento da condenação do inferno, ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de Deus para com o homem e o mundo através de Jesus.

Cristo é o único caminho ao Pai, a salvação nos é concedida mediante a graça de Deus, manifesta em Cristo Jesus e está baseada na morte, ressurreição e exaltação do Filho de Deus (Fp 2.5-11).

Deus apresenta na Bíblia vários aspectos da salvação, cada um com sua ênfase exclusiva, neste breve comentário destacaremos apenas três destes aspectos que são: Justificação, Regeneração e Santificação.

1 – Justificação.

Justificação pela Fé – foi o grito de liberdade quando, no escuro século 16. iniciou-se a abençoada Reforma, na qual Deus usou Martinho Lutero!

Definição da Palavra: Significa absolvição da culpa cuja pena foi satisfeita, justificação é um termo forense que denota um ato judicial da administração da lei. Esse ato legaliza a situação do transgressor perante a lei e o torna justo, isto é, livre de toda condenação.

Do ponto de vista bíblico, denota estar num relacionamento certo com Deus, Ele declara justo o pecador que pela fé aceita Jesus como seu salvador. Está pessoa passa a ser vista por Deus como se jamais tivesse pecado, isto é mais do que receber uma simples declaração judicial ou legal. Deus perdoa o pecador arrependido, a quem Ele tinha declarado culpado segundo a sua lei e condenado à morte eterna, restaura-o ao favor divino e o coloca em comunhão com Ele mesmo e com a sua vontade.

Não podemos esquecer, de uma grande verdade dentro da justificação, que é a substituição. Sem ela não seria possível a justificação. Jesus tornou-se o substituto do pecador para cumprir a exigência da Lei: pena do pecado. Ele passou pela pena e cumprindo-a completamente. Sendo o sacrifício supremo pelos pecadores, como Cordeiro Divino (Is 53.5; 2Co 5.32).

A justificação nos concede alguns benefícios, algumas bênçãos divinas, quero aqui listar:  

Remissão dos pecados (At 13.38-39; Rm 8.33)

Restauração da Graça de Deus (Rm 3.24; Rm 5.9)

Imputação da Justiça de Cristo (Rm 3.24-28; 1Co 1.30; Fp 2.14)

Paz com Deus (Rm 5.1)

O gozo das Tribulações (Rm 5.3-5)

2 – Regeneração.                                                                                     

Em João 3.1-8, Jesus trata de uma das doutrinas fundamentais da fé cristã: a regeneração, ou nascimento espiritual conforme Tt 3.5. Significa ser gerado novamente, receber vida nova, restaurar, reviver. Sem o novo nascimento ninguém poderá ver o reino de Deus.

A regeneração é a nova criação e transformação da pessoa, é a ação poderosa decisiva e instantânea do Espírito de Santo, mediante a qual Ele recria a natureza interior do pecador arrependido. Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio Deus é outorgada ao crente e este se torna um filho de Deus uma nova criatura (1Jo 5.11;Rm 8.16-17;Jo 1.12).

O novo nascimento não é batismo em águas, pois o batismo é um símbolo da regeneração, mas não a produz. Quando Jesus falou de nascer de novo da água e do Espírito (Jo 3.5), Ele não se referiu ao batismo em água, mas usou a água como figura da operação de Deus pela sua palavra (Ef 5.26).

Mediante a palavra de Deus os que aceitam a Jesus pela fé, são feitos novas criaturas. O crente é uma criatura renovada segundo a imagem de Deus. A renovação do Espírito Santo refere-se à outorga constante da vida divina aos crentes à medida que se submetem a Deus (Rm 12.2).

3 – Santificação.

Santificação no grego “HAGIASMOS” significa torna-se “Santo” “Consagrar a Vida A Deus” Se separar do mundo apartando-se do pecado para agradar a Deus, ter comunhão com Ele e servi-lo com alegria.

É através do processo de santificação que o homem regenerado passa ater um relacionamento íntimo com Deus em sua vida diária. A santificação significa uma Separação do Mal (Lv 20.26), uma Separação para Deus (Jo 17.19; Ex 19.5-6).

 É Deus quem santifica, (I Ts. 5.23). No conceito de muitos , a salvação vem de Deus, mas a santificação é um produto da força da vontade própria e do poder pessoal do crente.Quando muitos, por terem esse conceito, não é possível alguém ser santificado neste mundo! “Porém, a Bíblia ensina que Deus é quem nos santifica”.

Conclusão

A salvação é algo que saiu do coração de Deus, e não alcançada por méritos humanos e sim pela graça de Deus. Pois a dívida da humanidade mergulhada no pecado foi paga por Cristo, riscando a cédula que era contra nós lá na cruz (Cl 2.14).

Sola gratia, Sola fide, Sola Scriptura e Sola Deo gloriare

 

Debaixo da Graça.

Uilson Camilo.

 

Fontes Consultadas:

BEP – CPAD

COMENTÁRIO BÍBLICO ROMANOS - CPAD

sexta-feira, 24 de abril de 2009

AVIVAVENTO GENUÍNO, SUAS BASES



Por Uilson Camilo

Levando em consideração que este tema "Avivamento" vem sendo pregado com muita freqüência pelos avivalistas de nossa época, sempre com um pouco de exagero por parte de alguns desenformados, resolvi escrever um breve ensaio sobre o tema que apesar de muito pregado (nem sempre usando a palavra avivamento como tema) é pouco ensinado, por isso ouvimos algumas mensagens que são verdadeiros convites a desvios doutrinários e a cometer certas extravagâncias, sempre com o propósito de receber ou desfrutar da chamada unção de avivamento como é pregado por alguns.

Oração do profeta Habacuque sob forma de canto. Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia (Hc 3.1-2).

Primeiro vamos recapitular o significado da palavra "Avivar": é o ato de
tornar vivo, ardente, animar segundo o Dicionário Aurélio. Logo quando falamos em avivamento é para reanimar algo ou alguém.

Em nossos dias este avivamento é muito mais anunciado do que buscado é triste dizer isto, mas é a realidade. O avivamento genuíno é uma promessa de Deus ao seu povo como podemos observar em Joel 2.28-32; e Atos 2.16-21; e quando olhamos a nossa volta contemplamos poucos desfrutando desta divina promessa. Olhando para a situação hodierna vemos muito barulho e imitação de avivamento, mas poucas evidências ou sinais do verdadeiro avivamento. Vemos pó ai muitos congressos e conferências de avivamento levando provocando nos participantes sentimentos e reações emotivas sem o toque e a ação do Espírito acabam por passar conforme o tempo. A palavra de Deus nos da vários exemplos de avivamentos que foram além das reações emotivas, mas provocaram no povo um profundo desejo de aproximar-se mais de Deus.

À luz da Bíblia podemos colocar aqui as bases ou pilares do Genuíno Avivamento ou 


Avivamento Bíblico.

Em Habacuque 3, diz o texto "Oração do profeta Habacuque...". A primeira coisa que o profeta fez, ao sentir a necessidade de um verdadeiro avivamento foi orar. Esta deve ser a atitude de todo aquele que deseja ter uma vida avivada. Não adianta participar de conferências de avivamento onde estarão presentes os maiores avivalistas da atualidade, nada vamos receber se não estivermos em constante oração. Ao contrário do que muitos pensam não é o grito do pregador ou um jargão bem colocado que vai liberar (como alguns ensinam) o poder de Deus para vivificar vidas carentes de um avivamento tem que ter oração. Infelizmente uma das coisas que vem perdendo seu valor é a pratica da oração; valoriza-se muito a aparência a capacidade intelectual e esquecem de observar se a pessoa tem uma vida de oração e consagração a Deus. Por isso que estamos vendo crentes e até Igrejas inteiras a beira do fracasso, pois contetam-se com puro emocionalismo e movimentações estranhas na igreja achando que é avivamento. Sem oração não há avivamento. Nunca se teve avivamento sem o pilar da oração. Observamos o que disse Pr. José Antonio dos Santos: Por melhor que sejamos como pregadores ou como membros de uma Igreja, sem oração seremos, na verdade, pregadores e membros apagados, sem vida e fracos.

Busquemos ao Senhor em oração para que seu poder venha nos encher e a chama do Espírito continue ardendo em nossos corações.

Agora que entendemos que o primeiro pilar do Avivamento é oração podemos partir para segundo pilar ou base do verdadeiro avivamento.

Lembremos que no dia de Pentecostes ouve um grande avivamento, antes daquela conversão em massa, primeiro foi feita a exposição da Palavra de Deus por Pedro bom o efeito desta exposição foi milhares de corações quebrantados voltando-se para Cristo. Observamos ai a importância da Palavra de Deus para um genuíno avivamento. A pregação e o ensino da Palavra são de fundamental importância se quisermos desfrutar de um genuíno avivamento (At 2.37; 10.44-46). Em tempos de proliferação de heresias e modismos não podemos abrir mão da palavra, em algumas igrejas a palavra fica em segundo plano gastam o tempo que tem com músicas (não o genuíno louvor) que produzem apenas reações externas e até cansam o povo, pois há lugares que o momento de louvor parece uma discoteca fazem da igreja uma pista de dança; e onde está a palavra?

Por isso que muitos irmãos têm seguido alguns movimentos que só tem aparência de avivamento, mas não passa de barulho e movimento sem vida. Existem também aqueles por conseqüência de vivenciar de uma experiência (duvidosa) de avivamento inventam unções diferentes dizendo terem recebido de Deus revelação de uma nova unção, é unção pra todos os gostos, do leão, da águia, do avestruz parece até zoológico (rsrs) não vou perder tempo aqui citando outras. Todas essas bizarrices acontecem onde a palavra de Deus não tem o seu devido valor e não é observada corretamente, querem extrair da bíblia o que ela não diz. Como disse Pr. Antonio Gilberto em uma ocasião: É a falta da Palavra que gera elevado número de retardados espirituais nas igrejas. Devemos ter equilíbrio na adoração a Deus (Ex 30.34-38; 2 Cr 29.27).

A palavra de Deus promove em nós o verdadeiro temor e desperta a necessidade do avivamento.

Agora que lembramos quais são as bases do verdadeiro avivamento quero aqui também comentar algumas características do genuíno avivamento.

Já vimos que não consiste só em movimentos ou barulho o genuíno avivamento existem algumas evidências que legitimam o verdadeiro avivamento bíblico.

Num verdadeiro avivamento há quebrantamento total pelo Espírito Santo. Onde os irmãos se humilham diante do Senhor confessando seus pecados, acompanhado de profundo arrependimento. Há também conversão de almas a exemplo da primeira pregação de Pedro. Há vidas transformadas regeneradas pelo poder de Deus a viver uma vida de santidade. (Tt 3.5; 2Co 4.16)

Ao contrário do ouvimos pregadores afirmar o Genuíno Avivamento não consiste só de reboliços promovidos por puro emocionalismo, mas é uma obra iniciada com oração baseada nas escrituras e operada pelo Espírito de Deus. O avivamento promovido pelo Espírito leva a igreja não só a experiências singulares com Deus, mas também a cumprir a sublime tarefa de evangelização.

Concluímos com isso que o verdadeiro avivamento é uma intervenção divina na vida da igreja em resposta ao clamor de seu povo.

Precisamos muito nestes dias ser impactados por esse avivamento, precisamos ser despertados para fazer cumprir a vontade soberana de Deus e promover o crescimento da Igreja aqui. Oremos, pois como o profeta; Aviva senhor a tua obra...


 

No amor de Cristo

Uilson Camilo.


 

Fontes consultadas:

BEP – CPAD

MEP – PRINCÍPIO DO AVIVAMENTO BÍBLICO "ANTONIO GILBERTO" CPAD.


 


 


segunda-feira, 20 de abril de 2009

DESCAMINHO DAS ÍNDIAS


Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior parte das idéias da Nova Era.

A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).

É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados.

O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto neles confiam” (Sl 115.3-8).

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus:“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.

Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:

Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).

Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).

Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10). 


FONTE: http://www.chamada.com.br).


quarta-feira, 8 de abril de 2009

A SUPERIORIDADE DA MENSAGEM DA CRUZ


A SUPERIORIDADE DA MENSAGEM DA CRUZ
Texto Áureo: I Co. 1.18 - Leitura Bíblica em Classe: I Co. 2.1-10

Por José Roberto A. Barbosa.

Objetivo: Mostrar que a pregação evangélica eficaz não se baseia em pressupostos religiosos ou argumentos filosóficos, mas na cruz de Cristo, loucura para os que perecem, mas para os salvos, poder de Deus.

INTRODUÇÃO
Na igreja de Corinto havia tanto judeus religiosos quanto intelectuais instruídos na filosofia grega. Na lição de hoje, veremos que, como naqueles dias, a religiosidade e a filosofia humana imperam, mas ambas estão distanciadas da verdade do evangelho de Cristo. As palavras do Apóstolo, conforme veremos neste estudo, revelam que o fundamento da fé cristã não repousa nesses dois pólos, mas na centralidade da mensagem da cruz, loucura para os que perecem e o poder de Deus para os que crêem.

1. A MENSAGEM DA RELIGIÃO
A religião é uma tentativa humana de aproximação de Deus. É uma espécie de torre de Babel (Gn. 11.9), de confusão, por meio do qual o homem, através dos seus esforços, de suas vestes de figueira (Gn. 3.7) quer agradar ao Criador. Para tanto, a religião se sustenta numa série de regras e padrões humanos na tentativa de manipular as pessoas (Cl. 2.20-23). Nos tempos de Paulo, especificamente na cidade de Corinto, a religião judaica determinava os procedimentos a serem seguidos a fim de que o ser humano adquirisse sua salvação, essa era uma defesa dos judaizantes (Gl. 1.8,9), que pregavam um outro evangelho distinto do de Cristo. Quando Jesus esteve entre os religiosos de sua época, eles cobravam a realização de milagres (Mt. 12.18-40). O problema dos sinais é que eles, ao invés de fortalecerem a fé, na verdade, viciam as pessoas a sempre quererem mais sinais, como aconteceu com os israelitas quando caminhavam pelo deserto. Há pessoas que não conseguem se distanciar dos sinais, somente acreditam se, como Tomé, avistarem as feridas de Jesus (Jo. 20.25). O pior da religião, no entanto, é a busca pelo mérito divino. Os religiosos estão sempre buscando fazer algo para agradar a Deus, não entendem o milagre do novo nascimento (Jo. 3.3) e que somos salvos pela graça, por meio da fé, isso não vem das obras para que ninguém se glorie (Ef. 2.8,9).

2. A MENSAGEM DA FILOSOFIA
A filosofia em Corinto, quando Paulo escreveu sua Epístola, era um conhecimento valorizado, cujo fundamento era a racionalidade. Tal racionalidade era apregoada pelos filósofos clássicos, com os quais os gregos estavam acostumados. Para esses filósofos, a base do conhecimento estava na “sofia”, isto é, na “sabedoria” humana. Através das reflexões humanas, os pensadores daqueles tempos, como alguns da modernidade, buscam Deus, através das investigações lógicas, trazer provas racionais de Sua existência. Deus, no entanto, nega-se a ser conhecido pelas vias da razão exclusiva. Quanto mais o homem pergunta por Deus através de suas especulações filosóficas, mais deles Ele se distancia. É pouco provável que alguém reconheça o Deus, Pai do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo pela investigação filosófica. O máximo que podemos apreender é a figura de um Criador poderoso que tudo fez ou de um Legislador Moral que julgará a todos devido a consciência universal do pecado. Para o homem natural, representado pelos materialistas ou existencialistas ateus, Deus não passa de um delírio. Para os filósofos deitas, Deus pode ser comparado a um relojoeiro que criou o mundo e o entregou ao acaso. Para os agnósticos, Deus pode até existir, mas como não se pode saber, resta, como os atenienses dos tempos de Paulo, construir um altar ao Deus Desconhecido (At. 17.23). A filosofia, como área de conhecimento humano, tem o seu devido valor. Não podemos negar a contribuição que o estudo filosófico trouxe a humanidade. Alguns filósofos, na verdade, foram cristãos, tais como Agostinho de Hipona, Anselmo de Aorta, Blaise Pascal, Soren Kierkegaard, entre outros. Mas, em se tratando do evangelho de Cristo, somente podemos conhecê-lo espiritualmente, pois Ele o foi revelado pelo Espírito. O mistério de Deus chegou até nós por meio de Jesus de Cristo (Cl.1.26; 2.2). O estudante cristão de filosofia deve levar cativo todo conhecimento à obediência de Cristo (II Co. 10.5). Caso contrário, o conhecimento filosófico pode acabar distanciando-o da Palavra de Deus (Cl. 2.8).

3. A MENSAGEM DA CRUZ DE CRISTO
Os judeus pedem um sinal, os gregos querem sabedoria (I Co. 1.22) A mensagem do evangelho de Cristo, por conseguinte, é um escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Aprouve a Deus, entretanto, salvar os homens (e mulheres) pela loucura da pregação (I Co.2.14; 3.19). A pregação do apóstolo Paulo, quando esteve em Corinto, não se fundamentou em sofismas, em raciocínios lógicos, mas na cruz de Cristo (I Co. 2.4). A mensagem da cruz é a interdição de Deus tanto aos religiosos quanto aos filósofos. Enquanto a religião quer que as pessoas sejam salvas por meios das suas obras, a mensagem do evangelho de Cristo diz que o homem é salvo pela graça, por meio da fé, e que isso não vem de nós, é dom de Deus (Ef. 2.8,9). Enquanto os homens buscam uma explicação lógica para provar que Deus não existe, Ele, na Sua simplicidade, se faz carne, habita no meio dos homens e, em Cristo, revela-la se como o Deus de amor e graça (I Co. 1.27). A mensagem da igreja cristã não pode ser outra senão a do Cristo crucificado (I Co. 2.2). Não são poucos que atualmente querem sustentar suas mensagem na religiosidade humana ou em argumentos filosóficos. As pessoas somente poderão crer pela fé, e essa resulta da pregação da Palavra de Deus (Rm. 10.17).

CONCLUSÃO
A mensagem da igreja não pode ser religiosa - fundamentada nos méritos humanos, ou filosófica - sustentada na razão pura. A tarefa da igreja é a de se debruçar espiritualmente sobre a Palavra de Deus e proclamá-la em alto e bom som. Essa não agradará a todos os seguimentos da sociedade, continuará sendo escândalo para os religiosos e loucura para os intelectuais. Isso porque os religiosos não admitem serem salvos por outro meio que não seja o esforço pessoal. Os pensadores acham a pregação cristã algo irracional e sem qualquer fundamento lógico. Mesmo assim, com o autor do hino 291 da Harpa Cristã cantamos: “Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu, como emblema de vergonha e dor, mas contemplo esta cruz, porque nela Jesus, deu a vida por mim, pecador. Sim, eu amo a mensagem da cruz, té morrer eu a vou proclamar, levarei eu também minha cruz, té por uma coroa trocar”.

BIBLIOGRAFIA
HOOVER, T. R. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
HORTON, S. M. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.