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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Rodolfo Abrantes reclama da idolatria gospel nas igrejas: “vim para confrontar isso”



"Eu quero fechar meu olho e espero que quem esteja ministrando esteja tão conectado com Deus que me leve de elevador para a presença Dele"


O cantor Rodolfo Abrantes é um testemunho vivo de alguém que viveu dias de extrema fama e sucesso. Quando vocalista da banda Raimundos, ele teve a oportunidade de encarar os aplausos dos fãs. Agora, o cantor luta contra a chamada "idolatria gospel" e faz um alerta para que a Igreja não adore a homens, mas somente a Deus.
Em entrevista para o canal Dois Dedos de Teologia, o cantor ressaltou que sua mente ainda tem mudado com o tempo. "Eu creio que se a gente conhece a luz verdadeira, qualquer luz artificial perde a graça. É inevitável que quando o tempo vai passando a gente vá percebendo coisas diferentes. Eu percebo como meu ponto de vista tem mudado a respeito de certas questões. Não radicalmente a ponto de pensar outra coisas, mas pensar amplamente nesses contextos", disse.
"Tenho entendido pela minha própria experiência que cada caso é um caso. Não é porque eu fui um cara que aceitei Jesus e larguei tudo que todo artista que aceitar Jesus tem que largar tudo. É um pensamento religioso que coloca uma receita na obra de Deus e eu tenho começado a perceber algumas coisas", colocou.
"A igreja não tem problema algum em ter membros cristãos, como um cara que é advogado e continua sendo um advogado. Ele não tem que largar a advocacia dele para entrar para a igreja e ficar advogando em causas da igreja. A mesma coisa acontece com professores. O cara não tem que largar a profissão dele porque ele aceitou Jesus", alertou.
"A gente pode enumerar tudo isso, jogadores de futebol, enfim. Quando se trata de artista, a igreja não pensa de outra forma. O cara é artista, ele aceitou Jesus? Ele tem que largar a arte dele para ele ir para a igreja. E isso é tão perigoso. Eu creio que quando Deus amou o mundo de tal maneira, ele quer a redenção das esferas da sociedade", pontuou.
"Eu creio que a melhor coisa que a gente pode ter são políticos que são filhos de Deus legislando em favor do povo, não em favor dos crentes. E essas pessoas têm que aprender a legislar em favor de todos como se fosse o próprio Deus legislando. A melhor coisas que pode ter é um professor cheio do Espírito Santo entrando na sala de aula, ensinando não apenas matérias, mas mentalidade, pois é isso que os professores fazem. Ele tem crianças e quando eles têm crianças nas mãos, você tem o futuro nas mãos", ressaltou o cantor.
Cultura da Idolatria Gospel
Rodolfo relembra o episódio em que estava na Igreja Batista da Lagoinha em 2012 e falou sobre a idolatria gospel dentro das igrejas. Ele explica que as pessoas podem ter tido uma interpretação errada sobre o vídeo. "Em 2011 o comportamento de fãs e de idolatria dentro das igrejas estava me incomodando muito. Deus me mostrou a autoridade que estava sobre mim por Ele ter me tirado de onde ele me tirou. Ele me disse: 'Você tem essa mensagem, entregue essa mensagem'", compartilhou.
"Em 2012, desde a primeira ministração do ano, todos os lugares que eu fui, falei da mesma coisa. Eu falava daquilo e pregava uma mensagem em todos os lugares. Quando eu fui na Lagoinha, era um congresso chamado 'Faça Guerra'. Eu fui ministrar depois da palavra do pastor, eu era o encerramento. No voo da ida Deus me falou o que eu ia fazer: 'A partir daqui isso vai se espalhar para o Brasil inteiro'".
"Eu creio que Deus me usou de forma profética. Eu não escolhi essa mensagem. Eu tenho discernimento que isso atingiu a reputação da igreja, muita gente me viu como rebelde, como alguém que não respeita. Não fui lá para afrontar, eu fui lá e com a Lagoinha clamei sobre isso. Os pastores estavam orando a respeito disso. Quando eu falo no vídeo que 'eu vim aqui para fazer guerra', eu estava no contexto do congresso, que se chamava 'Faça Guerra'. Não vim aqui para guerrear contra a Lagoinha, eu vim aqui para junto com a Lagoinha confrontar essa cultura que está assolando a Igreja", comentou.
Doutrinação Escolar
"É muito sério, a gente está vendo o estrago que o marxismo cultural tem provocado na nossa nação por conta de um partidarismo dentro das escolas, doutrinando a mente das crianças, uma mentalidade totalmente comunista. A gente sabe o estrago que isso provoca", disse.
"Eu creio que nada transforma mais a cultura do que as artes, do que a música, do que os livros, do que a literatura, o cinema. Como que os Estados Unidos espalhou sua cultura pelo mundo? Por meio de música, filmes, de uma cultura de entretenimento", colocou.
"Quando a gente usa a palavra entretenimento, parece que a gente fala de alguma coisa ruim, mas ela não é. Todo mundo tem uma forma de entretenimento para relaxar. Às vezes você senta e gosta de ver um futebol. Se o teu escape for uma coisa sadia que tenha princípios do Reino, algo que fale do que edifica, nesse teu momento você está se edificando", disse.
"O que acontece com o artista. Ele aceitou Jesus e a igreja diz que a arte que ele faz lá fora é do diabo. A arte de dentro é boa e a arte de fora é do diabo e eu já vi arte de dentro que é do diabo. Esse cara que tinha a profissão dele como músico. Se ele vem para a igreja, ele não pode exercer sua profissão. Ele tem que escolher. A gente perde uma atuação cultural importante", pontuou.
"Eu creio que a igreja vai aprender a enviar seus artistas para o lado de fora e entender que o músico que está do lado de dentro é um adorador e não está fazendo um show. E o cara que é do lado de fora está na indústria do entretenimento, mas falando de princípios, preparando uma cultura onde a mensagem do Reino vai encontrar um lugar para pousar", disse.
"A gente faz uma separação tão grande entre o sagrado e o secular, que eu creio que quando Jesus entra na vida de alguém, esse cara não tem mais nada de secular. Se ele é um músico, ele vai ser um músico para a glória de Deus. Se o centro for Jesus, se tudo ali for voltado para Ele, se todas as canções falarem Dele. Quando eu vou para um culto eu não quero ser distraído pelas performances. Eu quero fechar meu olho e espero que quem esteja ministrando esteja tão conectado com Deus que me leve de elevador para a presença Dele. Se a gente se isola, o mundo entende que Deus os odeia, porque nós os odiamos".
Fonte: Guiame via Gospel Geral
Confira o vídeo na íntegra:

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Estudo Sobre Idolatria

 “Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.”  1Sm 12.20,21

A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no AT, cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai (Êx 32.1-6). Durante o período dos juízes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel (1Rs 11.1-10). Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.

O FASCÍNIO DA IDOLATRIA.

Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos.

1) As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no
sentido de se manter santo e separado delas.

2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.

3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção), ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários. Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.

A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA. 

Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.

1) A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas (e.g., Sl 115.4-8; 135.15-18) e os profetas (e.g. 1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5) freqüentemente zombavam dos ídolos.

2) Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Tanto Moisés (ver Dt 32.17 nota) quanto o salmista (Sl
106.36,37) associam os falsos deuses com demônios. Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos: “as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus” (1Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios. Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20) e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12).

3) A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (cf. 2Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11 notas; Ap 9.21 nota). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.

4) O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a declaração de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mt 6.24), é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1Co 10.21).

DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA. 

1) Ele advertia freqüentemente contra ela no Antigo Testamento. (a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Êx 20.3,4 notas). (b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38). (c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3).

2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles.

(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.

(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2Rs 17.6-18).

(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (e.g., Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2Rs 25).
3) O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria.
(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo. (b) Daí, o Novo Testamento nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1Co 10.14; 1Jo 5.21). Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15).


Fonte: BEP

Retirado do site Gospel Prime

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CUIDADO COM A IDOLATRIA GOSPEL

Esta postagem é um alerta pra a igreja do Brasil, como os leitores verão, a realidade de alguns cristãos está estampada nesta mensagem, quantos irmãos por não vigiar tem feito ídolos para si.

Por Gutemberg Maciel

Qualquer cristão que tem o mínimo de conhecimento bíblico entende que Deus odeia a idolatria. Em 1 Coríntios 6:9 Deus alerta que os idólatras não herdarão o Reino dos céus. Em outra parte das escrituras lemos: “Não terás outros deuses diante de mim”. (Êxodo 20:3). Podemos ficar horas e horas citando trechos bíblicos acerca da mesma verdade: Deus quer estar em primeiro lugar de nossas vidas. Aqueles que querem ser verdadeiros adoradores deverão ter olhos para um só Deus. Isto é uma verdade inquestionável.


Também é verdade que a Igreja precisa ter modelos, precisa ter exemplos de vida com Deus, exemplos em todas as áreas de liderança, pastoral, nas artes, missões etc. A estas pessoas chamamos de referenciais. Paulo era um referencial de sua época:
“Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam”. (Filipenses 3:17).
Precisamos ter líderes que nos dirijam, que nos abençoem, que nos ajudem a chegar aos níveis já alcançados por eles, que nos dêem um norte em Deus.

Referenciais têm um enorme poder de influência sobre as pessoas como um todo. É por isso que quando algum destes referenciais cai em pecado, muitas pessoas caem em desilusão e os mais fracos tendem a abandonar a fé. Em geral, o povo é abalado quando um líder ou um referencial de grande influência comete falhas em público. E quanto maior a “bomba”, maior é o estrago. A Bíblia alerta:
“Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado...” (2 Coríntios 6:3).
Um erro grandioso que a Igreja de hoje tem cometido e sofrido sérias conseqüências é o pecado da idolatria. E fazemos isso dando uma série de boas desculpas esfarrapadas. Por exemplo, quando quero idolatrar meu cantor gospel preferido, exaltando-o sobre as alturas, falo às pessoas que ele é um grande homem de Deus, um referencial para mim. Aí faço desta pessoa meu ídolo, tendo em casa um altar para ele, com todos os seus CDS e livros, com todos os seus artigos escritos, com uma foto autografada, uma camisa do fã-clube e outros apetrechos que farão parte do meu devocional a este ídolo. Assim a pessoa acaba se tornando um idólatra, tornado seu próprio irmão na fé num deus. Atenção: Adorar também significa “devotar a vida”.

Não há outras palavras para se dizer uma verdade dura que já está sendo ecoada no Brasil: a Igreja brasileira fez de seus referenciais grandes ídolos como o bezerro de ouro erguido pelo povo de Israel no deserto (Êxodo 32:4). Isto nós fizemos e por isso estamos pagando um preço tão caro. A Lei da Semeadura está valendo ainda hoje. A Igreja plantou idolatria, vai colher coisa ruim, maldição, destruição. Disto não duvidamos.
A Idolatria Evangélica Gospel Brasileira permitiu este show de horrores:

Ídolos gospel que não “ministram” por menos de 15, 20, 30 mil reais.

Ídolos gospel que decidiram por loucura própria fazer uma lista de exigências que nem Jesus, Paulo ou João fizeram quando exerciam seu ministério: hotéis 5 estrelas, frutas tropicais, água mineral de marcas específicas, dezenas de seguranças, carro blindado... e outras coisas que não vou pôr aqui pois não vão acreditar em mim.

Ídolos gospel que são indiferentes e preconceituosos com certas cidades, regiões, raças, e condição espiritual. Por exemplo: tem gente que não “ministra” em certos lugares porque há muita frieza espiritual, eles só querem “ministrar” em lugares que já estão “avivados”.


Ídolos gospel que se isolam da liderança espiritual de sua igreja para não precisar responder a ninguém sobre seus trambiques e pecados. Aparentemente chegaram num nível tão alto que não precisam mais de pastor e de igreja para acompanhá-los, agora podem caminhar sozinhos. Por isso temos visto tanto insubmissão e rebeldia em “ministério grande”.
Quem é o responsável por este show de horrores? Quem é o culpado? Penso que o culpado somos todos nós que fazemos parte da igreja pois temos alimentado nossos ídolos. Damos a eles o que eles pedem, e é por isso que as exigências aumentam a cada dia. Enquanto pagamos 25 mil reais pra um irmão cantar num evento, deixamos missionários morrerem de fome aqui no Brasil e lá fora. E ainda dizemos: se o missionário passa fome é porque está em desobediência. Quanta hipocrisia!

A coisa está tão feia que ninguém pode denunciar os pecados da igreja. Se alguém se levanta contra essa pouca vergonha dos absurdos cachês e exigências, dos pecados escondidos, da rebeldia contra os pastores, da idolatria escrachada, da tietagem é rapidamente apedrejado pelos idólatras daquele determinado “deus gospel”. É igualzinho no Velho Testamento: “não desrespeite o meu deus que eu não desrespeito o seu”.

Meus irmãos não me entendam mal. Não me interpretem mal. Estou aqui tecendo pesadas críticas contra a idolatria. Estou denunciando o pecado, não o pecador! É disso que tenho nojo, e é contra este terrível pecado que temos que lutar. Se a Igreja não acordar colherá frutos tenebrosos. Se sabemos da existência de um Deus verdadeiro, se conhecemos o seu amor, e o trocamos deliberadamente por outros deuses, vamos pagar caro por isso. Aliás, já estamos pagando caro por isso!

Deixe-me fazer algumas perguntas que atualmente tem feito meu coração doer: - Quanto Jesus cobrou para exercer seu ministério e morrer na cruz por nós? Qual foi o cachê que Paulo cobrou para ser aprisionado junto com Silas nas piores prisões da época? Quais foram as exigências de nossos irmãos que morreram recentemente na China por não negarem o Evangelho? Quanta glória Jesus quis tomar para si quanto o chamaram de bom mestre? Quantas viagens Paulo negou por não atenderem suas exigências?

Precisamos urgentemente de referenciais que apontem para Deus. Precisamos de mártires. Precisamos de humildade, simplicidade e pureza de espírito. Precisamos nos arrepender. Precisamos saber que “...o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. (Filipenses 1:21)

Quanto aos ídolos de ouro que levantamos... não precisamos deles!
"Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes". (Gênesis 35:2)